Comportamento - O jovem e a era digital: Educação pode estar em risco?


Na década de 80, um brinquedo se tornava a grande febre entre os adolescentes no Brasil, um tal de bichinho virtual, que carregavam pendurado no pescoço por um barbante como seu ‘filhote’ e, virtualmente, alimentavam, davam banho e comida. De acordo com ‘o grau de cuidados’, o bicho ficava forte ou doente e morria. Nos anos 90, um jogo chamado The Sims foi outra febre. No ambiente virtual era possível simular uma vida real, além de adotar uma personalidade e formar família, adquirir bens etc. muitas foram as críticas e histórias que surgiram na época referentes a influência do ‘mundo virtual’ nas vidas dos jovens.

Século XXI, ano 2015. Os jogos e principais atividades que fazem parte das vidas dos adolescentes, não saíram do ambiente virtual e estão cada vez mais influenciando (positiva e negativamente, de acordo com especialistas) atitudes, ações e comportamentos em geral. São muitos aplicativos, informações em tempo real, imagens, músicas, filmes e uma infinidade de dados que podem ser acessados com um simples toque (não mais ‘clique’) na tela de um celular ou tablet.

Porém, o que realmente deve ser acessado está ficando em segundo plano ou nem isso. A grande polêmica é: com toda a facilidade que a tecnologia proporciona, os jovens estão cada vez sabendo menos, mais fechados vivendo em quase outra dimensão e utilizando linguagem própria para se comunicar. Há prós e contras, porém alguns especialistas apontam o comportamento virtual como um ‘formato de vida comum’, uma vez que esses jovens já nasceram em um ambiente totalmente digital e assim será até que algo novo apareça. Outros afirmam que a capacidade de aprender está afetada e que os adolescentes não enxergam, os ‘perigos do mundo real’ que podem atingi-los, quando expõem totalmente as vidas, nas redes sociais ou se relacionam com pessoas de todos os tipos, por exemplo.

As novas tecnologias estão aí e são muito bem dominadas pelos jovens. porém, segundo a doutora Evelyn Eisenstein, médica e professora de Pediatria e Clínica de Adolescentes da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do RJ, o que falta é uma preparação melhor de educadores e demais profissionais que lidam diretamente com esta geração “Os livros e iPads são meios de transmissão de informações, mas professores precisam também ser capacitados no uso de novas tecnologias e saberem se relacionar com crianças e adolescentes, como humanos que estão num processo de crescimento, desenvolvimento e maturação cerebral, e não simplesmente máquinas ou robôs que digitam informações. A relação educador-educando ainda é da maior importância! ”, pontua.

Alerta virtual!

O perigo é constante para crianças e adolescentes e, diariamente isso é comprovado com casos de pedofilia que frequentemente têm início em redes sociais, levando para consequências como cyberbullyng, entre outras formas.“Adolescente não é "pateta" ou "objeto" dos outros e muito menos dos estereótipos midiáticos, mas às vezes exagera na procura dos limites ou nos desafios das regras sociais e então poderá ser prejudicial e marcante para o resto de suas vidas, portanto sempre prestar atenção para não marcar bobeiras!”, alerta a doutora.

A especialista ainda chama atenção para a questão dos cuidados, principalmente no desenvolvimento da sexualidade, relacionado ao que os jovens buscam de informação nos meios eletrônicos. “Todos os adolescentes passam por fases distintas e progressivas no desenvolvimento de sua sexualidade. São três momentos importantes, do despertar corporal no início da puberdade, dos 11 aos 14 anos, da curiosidade ou experimentação sexual (14 aos 17 anos), até o final da adolescência, aos 20 anos com decisões de sua identidade e escolhas para o futuro, inclusive opções sexuais e de vida. Em todas estas fases, a procura por informações é importante e deve ocorrer em todas as mídias, como TV, revistas e redes sociais ou internet em geral. Porém, a melhor informação é sempre o diálogo com os pais, tarefa em si muito difícil. Também é recomendável procurar um especialista médico de adolescentes ou psicólogo, ao invés de superficialidades ou perversões encontradas na internet e que deixa mais confusões em vez de soluções!”, conclui.




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